“Todas as palavras são a loucura dos Poetas, não fossem elas o próprio sangue que corre nas veias”


(Lúcia Machado)

18/12/2008

A minha alma é bipolar, tem dias que quer ficar adormecida, sossegada em perfeito estado anestésico...
Outros...quer apenas ficar ausente do corpo…refugiada num qualquer recanto…longe do mundo, muda e isolada numa cabine à prova de som… perdida esquecida…por tudo e por todos…

Outros dias, é tão louca como uma fada enfeitiçada pela floresta…só quer divagar, sonhar, escalar pela montanha dos sonhos, quer gritar ao mundo que nada a intimida, que será sempre uma lutadora, que nada a derruba…
Sente-se capaz de lutar, de se erguer após cada queda… é guerreira, feiticeira, David ou Golias…é ninfa encantada, poeta malfadada…

Hoje…a alma sente-se assim… louca…
Sabe-se lá porquê!
Sinto-me feliz…
...e sem inspiração...

09/12/2008

Presenças...


Pressinto-te, mesmo sabendo que não estás aqui…

Presenças são, as impostas pelo nosso coração…

Ardem, como o vento fugaz…esse, que nos envolve no silêncio da noite

E gritam ao sabor de um tempo escasso e algoz…

Presenças...

Não precisam de ser físicas…basta o nosso amar…

Abraça-me nesta sintonia, embalada, ao som inaudível da tua voz…

Onde todos os sentidos são donos de mim…

Pressinto-te, mesmo sabendo-te ausente…

Mas, a tua presença chega a cada novo amanhecer…

Imposta a cada anoitecer…

Delírios são, os meus olhos cegos, por não te ver…

Mas, mesmo na cegueira que me ofusca…

Vejo-te no sol embriagado pela manhã do teu sorriso…

Pressinto-te…ainda…

Nas asas duma qualquer borboleta estonteante…

Num pirilampo, sinónimo de esperança na noite fria…

Sei-te aqui…onde os meus sonhos são possíveis…

Um lugar onde não é permitida a solidão…

E tudo o que revelo…

Todos os medos, devaneios…

São a tua presença em mim…

Porque, pressinto-te aqui, perto de mim…assim…


(Lúcia Machado)


04/12/2008


Serás apenas, o reflexo do meu querer?
Ou a simples ousadia da minha alma?
Sonho-te, em nuvens encobertas pela Lua que se impõe
E nas estrelas, deposito a minha ténue esperança…
Ela que é tão frágil, como as asas de uma borboleta…
Que rodopia no encanto da luz, e morre antes de lá chegar…
Serás a maresia dos meus olhos,
…Ofuscados pelo meu bem-querer?
Ou a montanha inalcançável do meu adormecer?
Serás o meu devaneio, a minha lágrima derramada?
…Ou simplesmente o meu guia nesta estrada? …
Vivo em constante delírio…
A alma foge-me ao corpo ausente…
E tudo o que sinto…o fogo que me consome…
Será loucura, tempestade em mim, imensidão contida da alma?
Serás o meu delírio ou poema sem nome?
...A voz que me aquece...a mão estendida que me acalma...


…Porque hoje...és tanto!


(Lúcia Machado)

19/11/2008


…E as noites em claro…e os dias, negros como breu…
E as lágrimas derramadas…o coração órfão do teu…
E as dores, que não sei se o são…
Indolores, inexistentes…
Saudade, dormente, incandescente, loucura…
Devaneio que mortifica, ausente, presente…
Existo, não existo…
Confusão, febre que a gente pode apanhar…
Estou, não estou…
Sombra que trilha o caminho por onde vou…
E se vou, não sei onde estou…
Encontro-me, perco-me…
Revelo-me, escondo-me…
Enclausuro-me…
E não sei porquê, tudo o que percebo…
Inicio…fim de um enlevo…
Não sei se o sou…ou se o escrevo…


(Lúcia Machado)

Na solidão do meu quarto,
Abro a janela...
...Converso com as estrelas….
Dizem, que não sou capaz de as ouvir…
Mas, só um louco, não poderá entender o dialecto delas
O silêncio por vezes, diz-nos mais que mil palavras
Basta para mim, vê-las, e escutar a sua voz que cruza a noite
É o prenúncio de um novo amanhecer... de uma nova esperança…
E, elas, dizem-me tanto!
E conversamos longas horas, sob o manto da noite que nos envolve
Contam-me histórias de cavaleiros que cruzam os céus
Nos seus cavalos cor-de-prata…
…De unicórnios, de fadas com asas de borboleta e seus vestidos esvoaçantes…
Falam de amores impossíveis…
E, de amores eternos...
Quem não as ouve…
Não entenderá nunca, o amor…

10/11/2008

...


Perdi-te naquele abraço…numa tarde em que o vento corria solto, cortando à faca as lágrimas que corriam pelo meu rosto…e tudo o que ficou, foi esse momento gravado no meu pensamento…o despego que o tempo impôs ao desgaste do teu querer…por vezes, dou por mim, a reviver esse sentimento…e quase que sinto o calor, o cheiro que deixaste em mim…e por mais que viva, que sofra, que caia e me volte a levantar…encontrarei em ti, a esperança , a coragem para seguir em frente…porque tu, ensinaste-me o quanto é bom amar…e como na perda de um amor impossível, ficam para sempre gravados na nossa memória os sentimentos vividos, e isso, nem o tempo nos pode tirar…porque um grande amor, é como uma pedra inabalável num qualquer desabar da nossa consciência…mantém-se firme, e nem a erosão do tempo a fará desaparecer…Voltarei a amar? Não faço ideia…talvez a minha missão nesta terra que tanto ou nada me dá, não seja essa…só sei, que serei feliz, por ter descoberto o amor…mesmo que ele tenha acabado, antes de sequer começar…e um dia, talvez um dia…volte a amar…

(...Porque existem pessoas que nos marcam, mesmo na ausência do que se impõe...)


(Lúcia Machado)

31/10/2008


…No vazio de ti…
…Encontro a outra parte de mim…
E tudo o que sinto…é o que não vejo…

(Lúcia Machado)

30/10/2008

Leva-me contigo…

Tenho medo da noite, sinto frio no escuro…
Não me deixes aqui parada, no meio do nada…
Leva-me para qualquer lugar…
Não deixes que as sombras me gelem o coração…

Leva-me contigo…
Para qualquer lugar…

Deixa o Sol entrar, a luz da madrugada…
Traz o espaço vazio, onde encontro a tua mão…
E o segredo da tua voz…

Leva-me contigo…
Para qualquer lugar…

Não me deixes aqui…
Onde sozinha, não consigo caminhar…
Não me deixes aqui, parada, no meio da estrada…
...Sozinha...sem nada...


(Lúcia Machado)

29/10/2008

…Sou filha dos sonhos…
Nasci para além de um tempo, que não me entende…
Fui forjada entre a sanidade e a loucura…
…Criada no seio do amor …

Crio fantasias, invento sonhos…
Sou assim…
Metade loucura…
Metade amor…

Vivo num castelo de nuvens…
Os sonhos são o meu alimento…
…Porque me é permitido sonhar…


(Lúcia Machado)

Algures num tempo que nos separa
Eu estarei sempre lá…
Porque só o amor nos faz esperar…
Estarei nas estrelas, na Lua…
No rio que corre lentamente…
No canto das aves…
No Sol que te aquece…
Enquanto espero que voltes…
Lutarei contra ventos, tempestades…
Mas, esperarei que voltes para casa…
Porque, eu estarei sempre lá…
Este é o sítio ao qual pertenço…
O nosso sítio…
O sonho onde te encontro…
Onde o fumo se esvai e fica a nitidez do teu rosto…



(Lúcia Machado)

23/10/2008

Preciso de aprender a voar…
A tocar de novo o céu!
Mas, não consigo esquecer os teus braços
Que foram as minhas asas…
Como fazer, para voltar a conseguir tocar o Sol?
Eu sei, tenho de arriscar…
…Arriscar a lançar-me sobre o infinito…
…E aprender a voar…
Mas, o medo não me deixa!
Preciso de acreditar…
Que mesmo sem as tuas asas, serei capaz de voar…
E se não conseguir?
E se voltar a cair?
Quem estará lá, para me ajudar a levantar?
Tenho tanto medo!
…E tu, não estás lá para me segurar…


(Lúcia Machado)

16/10/2008

Oswaldo Montenegro - Metade




"Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio...

Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade...

Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo...

Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei...

Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço...

Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção...

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."

13/10/2008

Nas asas de um tempo, regressei...trouxe comigo os sonhos que outrora julguei ter perdido…
Esse tempo que corre veloz, ao som da queda das estrelas, em eterna constelação…


Num céu azul-prata, rompi o silêncio da alma em desassossego…

...Criei um vácuo com a voz da razão e nela me encontrei… qual onda no mar embriagada!
Chamei pelo teu nome e tu, não me ouviste…
E nas lágrimas das ninfas em desespero, me enrolei, como folha esvoaçante pelas nuvens da minha imaginação…
…Em carrosséis estonteantes, larguei o grito emudecido, na ânsia de te encontrar…
E o que procurei, não encontrei…mas resgatei a alma aprisionada, das garras da ilusão…


(Lúcia Machado)

...devagarinho...

01/10/2008

Chega uma nova estação, mudamos a roupa…
Mudamos aquele móvel, porque cansamos de o ver sempre no mesmo lugar…
Cortamos o cabelo, porque cansamos de olhar sempre para o mesmo aspecto…
Vamos ao cinema, ver aquele filme que andávamos sempre a adiar…
Dormimos até mais tarde, fugindo uma vez à regra…
Saltamos à corda como em crianças…
Vemos desenhos animados na televisão
Andamos descalços, sentimos o cheiro da terra molhada
Rebolamos pela relva, sem qualquer tipo de culpa…
Um dia…precisamos mudar
“Mudam-se os tempos…mudam-se as vontades”
Já assim diz o ditado
É tempo de mudar...


(Lúcia Machado)


29/09/2008







Meu Deus!
Tenho tantas saudades! !
Tantas...que me rasgam o peito!
...e não sei o que fazer...

Delíro...

Longe vão os dias, em que sorrias para mim
Hoje, ficam apenas as lágrimas que correm o meu rosto
Coração exposto, à saudade que me consome
Sentimento algoz que caminha, em busca do teu nome…

Palavras emudecidas
Viajam pelos recantos da memória
Se outrora faziam sentido
Agora, não são mais, que a parte de uma breve história
Já não tenho nada para dar
Um silêncio ensurdecedor caminha ao meu lado
Consome-me a alma na sombra do dia…
…Julgo que por ti, morria…

Dentro de mim, já nada me pede a razão de ser
Absolutamente nada!
E no entanto, julgo que só de ouvir a tua voz
Estremecia de novo o meu coração
A raiz que me alimenta…
No murmúrio da minha solidão

(Lúcia Machado)

25/09/2008

Hoje...

Hoje queria ser…

O Sol que te aquece
A luz que te merece
A chuva que te refresca
A água te sacia…

A brisa que te beija
O rio que corre por ti
...A saudade em mim…

Um barco no ancoradouro
As amarras que lanço no espaço
Um corpo que levita
Uma mente insana
Roupa com perfume de jasmim
A tua cama…

A mão que te segura
O abraço apertado
O coração que palpita desenfreado
O beijo que te cobre
No teu adormecer de “menino”
...Por mim amado


(Lúcia Machado)

24/09/2008

Transmutação do meu sentir

Amizade
do Lat. * amicitates. f.,
Afeição; amor; boas relações; laço cordial entre duas ou mais entidades; dedicação; benevolência.

Cumplicidade
s.f,.
acto ou qualidade de cúmplice; conivência

Paixão
Do Lat. passione, sofrimentos. f.,
Sentimento excessivo; amor ardente; entusiasmo;

Amor
Do Lat. amores. m.,
Viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos; inclinação da alma e do coração;
Objecto da nossa afeição; paixão; afecto; inclinação exclusiva;

Perda
forma haplol. de pérdida <>
s. f.,
acto de perder;desaparecimento; carência; detrimento...

Tristeza
do Lat. tristitias. f.,
Qualidade ou estado de triste; consternação; dó; aspecto que revela mágoa ou aflição; melancolia; angústia.

Solidão
do Lat. solitudine, através de solidoes. f.,
estado de quem está só; lugar ermo, solitário.

Angústia
v. tr.,
causar angústia a; afligir; atormentar.

Esperança
s. f.,
acto de esperar; tendência do espírito para considerar como provável a realização do que se deseja;
a segunda das virtudes teologais; o que se espera; expectativa;


Amizade; cumplicidade; Paixão; Amor; perda; tristeza, solidão; angústia; esperança
…E assim começou o meu Amor…
Fica na esperança…
...E no amor, que queima cá dentro...


Tudo o que te define em mim...

Alma

do Lat. animas. f.,
parte incorpórea, imaterial do ser humano; princípio da vida; conjunto das faculdades intelectuais e morais do homem; espírito; pessoa; a vida; a existência; motor principal; colorido; coragem; autor; entusiasmo; paixão; animação; carácter; índole; consciência; sentimento; coração; força;
generosidade;



(Lúcia Machado)


19/09/2008

Memória esquecida

Por vezes, dou por mim distraída

E o teu nome regressa como,

Surto de luz na escuridão…

E na longitude da noite fria

É ele que me aquece da sofreguidão

Da ânsia de te abraçar…


Caio por vezes, no esquecimento

Das garças-reais em voo de rapina

Que fazem do meu coração, o alimento

Que para sempre te irá amar


Não sei se sou essa, a ave que voa loucamente

Ou dama em louca perseguição,

Do céu incontido em explosões sussurrantes

Ou em luares de eterno cegar da saudade


Quero fazer desta inquietude do sentir

A brisa que me move, em torno do teu perfume

Onde nos olhos que fecho

Me resta o teu rosto, na ponta dos dedos


Não me alcança o tempo de te esquecer

Em ti, vive a minha razão de viver



(Lúcia Machado)

17/09/2008

Poema feito memória


Porque te vejo, se nas folhas que caem
Rodopia a minha memória?
E no fulgor das mãos cansadas
Que afagam o rosto choroso
Onde é consumido, pelas noites em claro

Nas horas que devoram o silêncio...
Trás o sulco que, se esquiva da incisão do tempo
No cheiro que, emana desta terra prometida
Sob um céu desfeito …
Inconclusivo como as pedras que piso
Num chão feito, da depressão de uma estação esquecida

Carregado vem o nevoeiro
Separando os olhares que trocamos
Baços...De utopias, de sonhos construídos em castelos,
Feitos de nuvens, na penumbra do fim da tarde…
Onde um nome se esconde, na folhagem esquecida

(Lúcia Machado)

16/09/2008

...

Pronuncia o meu nome
Como se fosse o mel que te adoça
Profere-o ao vento que passa
Para que as palavras, que, suavemente saem da tua boca
Venham ao meu encontro

Sopra-o com a vontade, que faz de ti
O mensageiro que ameniza a minha dor
Onde me escondo de mim mesma
No interior do teu sorriso,
A chama da minha paixão…

E na noite húmida do teu encanto
Recolho-me nas sílabas do meu nome
Abraço-me nas palavras que queimam a escuridão
Porque eu vivo para ti…
Sou aquela, que nos soluços do meu peito
Se recolhe no som da tua voz
Exausta dos combates que venci

Onde morri, e voltei a nascer
Para ti, voltar…

(Lúcia Machado)

12/09/2008

Caminho

Caminho numa estrada oblíqua
Onde a tua presença é o equilíbrio
Os passos são lentos…Os pés acorrentados…
Com as correntes que me prendem a ti…

Caminho ao sabor da brisa
Que me afaga o rosto…
E seca as lágrimas do coração exposto...
...De um corpo cansado na penumbra do amanhecer

Um céu que me cobre…
Um tempo que não diz nada!
E enquanto o olhar, devora esta rua que me morde…
Bebo o licor do cego sofrimento, por não estares aqui

Fazes da noite um silêncio
Que respira a minha saudade
E das estrelas a luz, que apaga a solidão em mim


(Lúcia Machado)

08/09/2008

Esperança

Espero, por um tempo que nunca mais chega

Um tempo, onde o céu volta a ser azul

Onde o Sol toma o lugar da noite



Um tempo que trás a doçura dos dias quentes

O sorriso que outrora existiu…

De novo o canto dos pássaros…


Voltar a um tempo…

Onde a memória, apenas resiste…



Quero que, o manto da noite que caiu sobre mim

Me deixe…que dê lugar à luz, que iluminará a minha alma

Quero que me inunde de vida, de esperança, de um novo dia


Tento rasgar a noite que me assola

Alcançar o dia que nasce…

…e o manto da noite insiste em me cobrir

(Lúcia Machado)

02/09/2008

...

Fiz do sonho…barco à deriva

Nele depositei a minha alma

Perdida…esquecida


Nas ondas do mar

Ela viaja embalada…

Adormecida pela maresia do meu olhar

Sozinha…cansada


Lá longe, onde bailam as gaivotas

Cruzam um céu enegrecido

Fugindo da tempestade que carrego

No coração ferido


E, cansada desta febre que me assola

Memória em rebuliço

Fazem deste ser…corpo sem ar

Delírio, húmus que à terra há-de voltar



(Lúcia Machado)

26/08/2008

Em mim ficou...

Senti…

Ficou o cheiro...o calor do abraço…

A imagem do teu rosto na memória…

O som da tua voz…

Licor que embriaga…

Que faz parte da minha / nossa história…


(Lúcia Machado)

Noite...

E no cair da noite

És estrela que me ilumina…

Fogo que aquece a alma, e corta a noite fria…

És poesia, paixão, canção e melancolia

A difícil arte do meu querer…

És quadro pintado na minha memória

És parte da minha vida

Página do livro da minha história…

És poema inacabado

Cifra por desvendar do meu viver…

És curva que o mar não devorou…

O silêncio que procuro e onde me abrigo do dia

Que não brilhou…


(Lúcia Machado)

12/08/2008

Quero simplesmente esquecer...

por uns tempos, não vou andar por aqui...
preciso de me encontrar...
Seja lá onde isso for!

Amo-te

Amo-te a cada respirar, a cada sentir, do meu sentir…
Amo-te, a cada gota de orvalho, que percorre o meu corpo...
Amo-te nas ondas...nas lágrimas do meu olhar...
Amo-te a cada tempestade sentida... na ânsia de para ti, voltar…
Amo-te com toda a simplicidade da palavra, e na simplicidade do meu amor
Amo-te cada dia mais…
Cada vez mais, a cada minuto do meu querer
Amo-te…mesmo sem saber
Amo-te, na porta que deixo aberta...
Na janela entreaberta do meu coração...
Amo-te, na hora em que voltarás para mim


(Lúcia Machado)

11/08/2008

Os meus olhos...

Os meus olhos, são uns olhos…

Como outros tantos…

No entanto, quando te viram pela primeira vez

Ficaram cegos…

Não sei se do disparo do coração,

Ao sentir pela primeira vez, a tua boca

Ou o toque das tuas mãos!

Não sei!

Só sei, que estão enfeitiçados,

Encantados por ti…

Os meus olhos, que tanto olham

Para um mundo que não entende

Vêem outros olhos…

E são os teus que procuram…

Mas, não adianta!

Os teus olhos, tão doces, são negros

Tão distantes dos meus

O que não daria, para os ter de volta

A olhar, para os olhos meus…



(Lúcia Machado)

06/08/2008

Fiz do coração um puzzle

Fiz do coração um puzzle
Separei-o em peças
Algumas, fáceis de encaixar
Outras nem por isso…
Parti-o, dividi-o em mil e uma peças
Como um vaso que cai, e se transforma em estilhaços
E agora? Como vou juntar as peças novamente?
Como vou colar os pedacinhos?
Não sei! E confesso que nem sei, por onde começar!
Não sou nada…
A não ser uma alma cansada, confusa com o vento…
Que sopra a favor da separação das peças, que voam, cada vez para mais longe…
Fico parada, estática, sem reacção e enquanto escrevo estas palavras
As peças, separam-se, perdem-se, fogem do meu alcance
Para nunca mais as juntar…

(Lúcia Machado)

03/08/2008

Sem mais nada a dizer...



Não quero falar sobre…

Não me apetece pensar sequer!

Não quero escrever, sobre…!

Não quero chorar!

Não quero ouvir mais, nada!

Ainda tenho as músicas…

O olhar, o toque que ainda sinto…

O sabor doce-amargo da solidão

É um estado de espírito…

Uma fase de reciclagem…

Não!

Não insistam!

Não quero falar, pensar, sonhar, imaginar sequer

Quero apenas, sossego!

Sem perguntas!...Às quais, nem eu, tenho resposta…

Deixem-me, sossegada aqui, no meu cantinho…

Com a minha solidão, com o meu silêncio…

Sem perguntas…

Acabou!



(Lúcia Machado)



Durante uns tempos...

Não me apetece escrever, apenas ficar sozinha...



28/07/2008

Abro as asas, lanço-me no infinito
Fecho os olhos, com o vento a bater-me na face
Grito, até me doer os pulmões
Abraço-te, minha imagem suspensa no infinito
Solto-me em rodopios estonteantes
O sangue corre-me nas veias
Com a velocidade do pulsar do coração
A queimar-me por dentro
Até a ti chegar…


(Lúcia Machado)


Sinto que está incompleto…
Mas, por agora fica assim…

27/07/2008

Chuva


Hoje chove lá fora!

O Verão chora baixinho as mágoas

Do dia saudoso

Perdido e só…

Se estiverem atentos…

Ouvem os soluços do céu!

Ao sabor das lágrimas em movimento…

O vento assobia baixinho

Quer a noite embalar

Mas, o Verão não se deixa enganar

Tem saudades do dia, que se foi

Tem saudades que ferem

A alma e que corta o seu coração…

Saudades tuas

Meu dia, minha noite…meu Verão



(Lúcia Machado)


26/07/2008

Pedem-me para escrever algo alegre
Mas, não consigo!
Por mais que tente, não sei escrever sobre o amor…
Se estou feliz…demonstro a felicidade com abraços, beijos, carinhos…
Dou-me de corpo e alma, faço tudo para ver os outros sentirem-se amados
Sejam os amigos, a família ou o meu grande AMOR…
Não sei escrever sobre o amor!
Fico num estado de anestesia parcial, quando estou apaixonada!
Mas, quando a dor vem…não sou muito do género de “gritar” ou “espernear”!
Choro as minhas mágoas em silêncio e só uma ou outra pessoa, se apercebe do que se passa comigo…
Aqueles amigos, que nos conhecem tão bem que, basta para eles olhar nos nossos olhos e percebem logo tudo…
Tenho uma amiga assim…bem tento esconder!
Mas, parece que lê a minha alma através dos meus olhos!
Ela me dá conforto e na “cabeça” também!
Pois, sabe ser implacável quando quer (e com razão) ela é a minha ponte entre a realidade e o sonho…
A ela, eu agradeço toda a amizade (sem ela) não seria capaz de sobreviver às “quedas” do coração…
Quanto ao amor…como disse (acho que não sei demonstrá-lo de outra forma)…
A dor…essa sim!
Essa, consigo transpô-la nas palavras!
E como disse em baixo…fico mais leve!
Por isso, escrever sobre o amor, esse nobre sentimento…julgo que não serei capaz



(Lúcia Machado)

Perdoem o alongamento…
Realmente falo, aliás escrevo demais : p

25/07/2008


Chamem os carcereiros!
Levem-me para um lugar escuro!
Onde nem o Sol possa entrar!
Quero que me amarrem o coração
A alma também!
Num tempo escasso, que corre veloz
Como cavalo que sabe a direcção do precipício
Mesmo sabendo que a queda será fatal!
Levem…carreguem o fardo! ...a memória das mãos na face
Levem as lágrimas que percorrem o rosto…
Como se, o seu único intuito, fosse regar a alma esquecida
Quero-a perdida!
Solta por aí!
Sem eira nem beira!
Sei lá!
Talvez encontre alguém que a faça feliz
A acarinhe e queira…
Mas, chamem os carcereiros…
Eles sabem tudo o que preciso…
Esconder-me numa prisão feita de rosas
Cultivadas na memória da solidão
Fazer dos teus braços as grades, e do teu peito o chão...
Sozinha…
Preciso de estar sozinha...
Num sítio onde o vento beija o meu rosto
E sim…onde te encontro…onde te espero!
Nas manhãs que um dia, hão-de vir…


(Lúcia Machado)



P.S. Por vezes, dou por mim a ler o que escrevo…
E nem mesmo eu, me reconheço ou percebo de onde sai tanta dor!
Acho que, como diz uma amiga minha, “cultivo-a?!)
Maybe…mas só fico leve, quando escrevo esta “raiva" esta "angústia” que me fere e sai!...
Esta é a minha forma de “gritar” ao mundo e “espernear” contra tudo o que vai cá dentro : p

Serei mesmo doutro planeta!!
Eheheh!

Não interessa! Importa que me sinto mais leve depois disto : p

23/07/2008


Sentada aqui, a ouvir e a sussurrar
…este velho silêncio
Tentando captar o momento em que te vejo
Com lucidez da mente distorcida

…Ouço as músicas que são nossas
Como um velho tempo passado

Sobre a imensidão do mar
Tento esquecer, continuar…
Mas nada me deixa!
São as palavras proferidas, jamais esquecidas…
É o teu jeito, em forma de anjo doce,
Protector do meu sono perdido

Quero simplesmente…
Adormecer… seja num campo de jasmim
Nos teus braços…
Ou mesmo, numa cama de melodias…
Feita de sorrisos ou do teu olhar enternecedor
…Adormecer contigo abraçado a mim…

E todas estas coisas em que acredito…
A verdade, o amor, toda a paixão
E só te quero perto de mim…
Deitar-me numa cama de utopias, devaneios, fantasias...

Julgar que morro…
Ao encontrar-te, no fechar dos meus olhos
Quero então fechá-los para sempre…
Para morrer feliz…contigo aqui


(Lúcia Machado)

17/07/2008


Pensei…
Em mudar o coração
Colocá-lo no meio do iceberg
Mas, depois reflecti
Num iceberg?!
Olhei para o peito
E …
Só tenho de o transformar
Em objecto inanimado
Que só funciona, ao acorde do seu dono…
Pensei e repensei….
Vou Transformá-lo em tinta
Para a minha escrita
Uma vez apaixonada…
Por vezes precipício, num fim da estrada…
Resolvi…vou deixá-lo ir ao sabor do vento
Descobrir-me novamente a escrever…
Morrendo para renascer


(Lúcia Machado)

06/07/2008

...


Penso e quanto mais penso…
Fico com a certeza que, nada mais importa…
De que me servem os dias, se o meu Sol se foi?
Para que quero a noite, se a estrela que me guia não está lá?
Deito-me, fecho os olhos e tudo o que sinto, é a falta da tua presença…
Do teu cheiro...dos braços que me protegem...do teu coração veloz…

E, nas lágrimas que correm…
A dor que assola a minha alma…faca cravejada no meu peito…
Para que quero o meu coração, se o teu, já não bate pelo meu?
Para que quero o canto dos pássaros, se o meu mundo se ajoelhou ao silêncio da tua ausência?

Tudo o que resta, é um corpo esquecido na confusão da carne…
…e quanto mais penso…
Fico com a certeza que, o meu mundo és tu…
A razão do meu ser…do meu viver…
Preciso de ti…e tu…não estás aqui…


…Só tenho o teu rosto gravado na minha memória…


(Lúcia Machado)

30/06/2008


Este vazio de ti…
Como quem cai num poço sem fundo
Como quem corre em direcção ao fim do mundo
Esta falta de ar…
Este chão sem terra
Este coração em guerra…
Este vazio de ti…
Quem mo plantou aqui?
Quem foi?




( Lúcia Machado)

29/06/2008



Hoje senti...

A tua doçura ao longo do dia...
Na brisa que me tocava e cobria...

O teu jeito de ser...



(Lúcia Machado)

27/06/2008

Escrevo...Paixão


Quantas vezes, nos apaixonamos, arrebatámos o nosso coração e dilaceramos a alma em prol da paixão?
Paixão é a confusão dos sentidos, é tempestade que nos assola, nos abana, nos faz tremer na corda bamba da sanidade…
Uma vez, tomada a nossa alma de assalto, nunca mais somos os mesmos…
Paixão é fogo, é sentimento em constante turbilhão…
É tempestade que passa, que deixa tudo de forma diferente…
Quem nunca se apaixonou?...e por essa paixão desenfreada, não cometeu as maiores loucuras?
Corremos o mundo…lutamos contra tudo e todos por uma paixão!
É um estado de total euforia, uma alegria que nos faz voar nas asas da imaginação…
Paixão é faca que corta…
Que sangra e nos devora…
É a fusão, o desejo de nos queremos tornar um só de corpo e alma…
E quando ela passa?
É o desespero…as noites sem dormir…
E no lugar da paixão…fica a saudade a esperança de um novo dia…


(Lúcia Machado)

24/06/2008


Escrevo o teu nome nas marés
O teu olhar... nas estrelas que vislumbro
Não sei de que cores são as aves que cruzam o céu
Nem de que tábuas são feitos os navios salgados
Sei do corpo que flutua à deriva nos teus braços
De luares escondidos na travessia das horas onde te encontro
Há um mar nos teus lábios feitos de espuma
Uma linha no horizonte ao encontro do nosso olhar
E eu quero as rotas calculadas sob o desejo
Navegar em oceanos à partida da descoberta
Onde te encontro nos poentes que me levam a ti

(Lúcia Machado)

Gostava de escrever para ti, as mais belas poesias
E no tempo que passa, entregar-te todas as melodias
Tocar o teu coração…
E na alma desnuda, criar a mais bela canção
São palavras proferidas ao sabor do vento
Esperanças que partem velozes, na voz do pensamento
Mas tudo o que sei é o que a brisa me conta
Nos silêncios da ausência, faço de mim barata tonta
Deito-me e adormeço
E na lucidez da noite fria, és tudo o que não esqueço
Minha alma e poesia


(Lúcia Machado)

16/06/2008


Tantas palavras em silêncios emudecidos
E na lucidez do teu rosto
Criam-se hábeis guias da memória
Dedos que percorrem a solidão da alma
Na inquietação do teu olhar de menino doce


(Lúcia Machado)

13/06/2008

Vem comigo, dá-me a tua mão…
Vamos simplesmente, caminhar no jardim…vamos ao encontro dos amores vividos nos bancos riscados…esses velhos livros silenciosos dos amores construídos, uns eternos, outros esquecidos…
Deixa que te leve por esses caminhos, que percorro com o meu olhar, na ânsia de o teu encontrar…
Anda, segura a minha mão, não a largues…juntos, deixemos nossos corpos cair na relva, manto da doçura dos enamorados…
Fiquemos assim, juntinhos, abraçados como se o amanhã não existisse…como se tudo o que nos separa…deixasse de importar…
Não vás embora! Dá-me apenas a tua mão…caminha comigo, afasta a solidão…
E no silêncio envolvente, apenas a nossa mente divaga, no querer de um tempo sem pressa…
Sente…escuta…
Dá-me apenas a tua mão…ouve o coração…


(Lúcia Machado)

Não me peças para te esquecer…
Como se esquece alguém, que me lembra quem sou?
Que me deu a mão, quando estava no chão…
Como posso esquecer o teu abraço reconfortante
O ombro onde me encosto e choro a saudade que corta?
Será mais fácil esquecer de mim…
Corpo cambaleante na rua da tristeza
Como posso esquecer o teu toque inebriante?
O teu cheiro que me embala e entontece?
Os teus beijos carinhosos, que saciam a minha sede da tua boca?
Diz-me…
Explica-me, como faço para esquecer?
Como esqueço o ritmo do teu coração ao encontro do meu?
Pede-me tudo, menos que te esqueça…
Para te esquecer,
Teriam de secar os oceanos com a ausência das minhas lágrimas!
A noite teria de se tornar eterna…
Privando-nos do dia…sinónimo de esperança
As aves teriam de ficar sem asas, ocultas pela rigidez do meu coração
O céu azul, daria lugar ao abraço cinzento da derrota
O mundo ficaria a preto e branco, na imagem distorcida da minha vida, sem ti…
Não! Não posso permitir que isso suceda!
Não te esqueço, não quero! Não posso!
Para te esquecer, teria de morrer…
E eu quero é viver!
Viver um dia de cada vez, na esperança do teu regresso…


(Lúcia Machado)

09/06/2008


"...Preciso de silêncio...

É no silêncio que te encontro...

É no silêncio que me perco..."


(Lúcia Machado)

26/05/2008


Quero amar-te em silêncios inaudíveis
Em murmúrios que proclamam um tempo que é nosso

Apunhalar a saudade, que assola um coração desajeitado
Que procura encontrar-te, em cada breve luzir do teu olhar

Volta…
Segue o caminho que te traz até mim
Não apagues o trilho, feito sob estrelas…ao Luar
Onde me encontrarás aqui…
À espera de ti…


(Lúcia Machado)

22/05/2008


Chegas como a manhã silenciosa
Como raio de Sol através de um vidro
Trazes contigo a liberdade das andorinhas
Em sorrisos de mil sabores
Transformas os dias cinzentos,
Em arco-íris de mil cores

Na simplicidade do teu olhar doce
Cobres-me de doces beijos
Que me embalam, ao som dos mais simples desejos

Chegas como ave de rapina
E fazes de mim o teu alimento
Roubas-me todo o meu tormento

Chegas como brisa deslizante
Triste, só, em silêncios emudecidos
E no toque, trazes os sonhos esquecidos

Nas noites em branco…
Chegas como melodia para mim
E nos teus braços…
Encontro a paz por fim


(Lúcia Machado)

16/05/2008


Encontro-te entre o cair da noite e o nascer do dia...

...na solidão e na presença do sangue que fervilha...

Porque és vento...sorriso...turbilhão...

brandura... fervura...vulcão...

meu farol...

meu guia...

meu coração...

meu ar...

meu...

chão



(Lúcia Machado)

11/05/2008


Saudade…

Tantas vezes, a sinto!


Saudade de tocar o teu cabelo


Saudade do teu olhar de “menino” doce


Saudade das tuas mãos suaves, que tocam o meu rosto


Saudade do teu cheiro que me embriaga


Saudade da tua pele macia que me aquece e contagia


Saudade do teu respirar, junto ao meu ouvido


Saudade do teu abraço forte... meu porto de abrigo


Saudade do teu afago no meu cabelo


Saudade dos teus lábios (encaixe perfeito dos meus)


Saudade do teu coração em louco desvario


Saudade da tua protecção, do teu carinho


Saudade do teu sussurrar, como melodia que me embala


Saudade de ti…que num beijo teu, me cala…

Saudade…


(Lúcia Machado)

10/05/2008


Busco a razão nítida de ti
No mais intimo de mim
É o teu nome que me desperta
No silêncio que me embala
Nos braços da noite…
As palavras revelam-se à luz da Lua
Acariciando os sonhos que despem todas as verdades

E no teu peito repouso
É o teu coração, que acalma o meu desespero
E todos os teus gestos confessam o teu amor…
É nele que me deito
Entre o sentir do teu beijo,
Caminho que me leva, na cumplicidade do desejo

Desvendo-me às palavras surdas dos teus silêncios
Na imprecisão do que julgo saber


(Lúcia Machado)

Nas linhas perfeitas do teu rosto
A linguagem jamais expressa
Onde as minhas mãos alcançam
O sussurro do teu olhar incontido

E na tua boca…
Resta-me o abrigo, dos meus lábios órfãos
Procurando o agasalho deste tempo
Que me consome a serenidade
É somente minha, a febre imensa que lateja
Na alma que arde sob um coração que flameja


(Lúcia Machado)

09/05/2008


Dá-me a tua mão…
Sente o pulsar do meu coração
É um pássaro louco, que voa sem parar
Milhafre frágil em voos deslizantes
Num ritmo de almas que se tocam
Em carícias constantes...

Ave de rapina em busca de alimento
Rio que corre em tua direcção
Ao sabor de um vento choroso
Fugindo da fúria do furacão

É o brilho dos teus olhos
Em múrmurios inaudiveis
Tão presentes em mim…
Mesmo distantes

Dá-me a tua mão…
Consegues sentir o inebriar do corpo?
Como um arrepio saudoso
Que adoça a alma em turbilhão
É por ti que espera
Que aguarda
Ao som dos sentidos em movimento
Loucura do toque em plena confusão

Dá-me o teu abraço…
Deixa-me ficar perdida no teu calor
Sentir o teu cheiro,
Aroma dos campos em jasmim
Quero adormecer no teu sonho
Beijar o teu rosto, percorrer teus lábios
Onde me perco e te encontro assim


(Lúcia Machado)







"À razão do meu ser...do meu viver"

03/05/2008


Coração…
Mais devia ser chamado de “boca”!
Pelo menos o meu!
Tudo o que sente…”despeja para fora”
Não se contém…
Tantas vezes o cérebro lhe diz…
Tem calma!
Não sejas impulsivo!

Mas, algo o domina!
O “obriga” a dizer o que vai na alma!
E volto a dizer…
Calma, tem calma!
Por vezes o silêncio é o equilíbrio
Entre o sentimento e a razão…

Que se lixe!
“Diz o coração…”
Antes dizer o que sinto
Do que agoniar no silêncio…
E morrer na escuridão!

Assim é, o meu coração…
Uma “boca” a mais, que diz que ama
Em forma de turbilhão…

(Lúcia Machado)

Breves instantes

Por momentos, me invade a alma
Medos a querer entrar
Então procuro-te…
E na tua voz encontro a força
A coragem para contra eles lutar

Por vezes...
Sinto-me tão frágil
Mulher-menina que procura um simples abraço
E tudo o que preciso, é sentir-te perto de mim
Num silêncio que nos une…
Adormecer no teu regaço

O toque sedoso, que me faz estremecer
Os lábios que falam baixinho
Palavras soltas…
Murmúrios…
Carinho…
Sentidos como quem se descobre
Como quem se recolhe
Como quem se esconde do infinito enlouquecer

“Porque és o sal e a água da minha vida...”


(Lúcia Machado)
... Aqui jazem todas as angústias, os medos, a solidão, as alegrias, as tristezas...
Jazem momentos únicos, momentos irrepetíveis...
....a saudade, o acreditar....
..As lágrimas, o desespero, o renascer...
a morte...
Todos os momentos de uma vida...uns eternos, outros não...
Aqui jaz uma nova esperança... o amor...

...Tu...



(Lúcia Machado)




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