... Aqui jazem todas as angústias, os medos, a solidão, as alegrias, as tristezas...
Jazem momentos únicos, momentos irrepetíveis...
....a saudade, o acreditar....
..As lágrimas, o desespero, o renascer... a morte...
Todos os momentos de uma vida...uns eternos, outros não...
Aqui jaz uma nova esperança... o amor...
...Tu...


(Lúcia Machado)

17 de Nov de 2009

Porque a vida não é feita só de dor…

Ao longo de muito tempo tenho acompanhado alguns blogs, Poetas e Poetizas, alguns de Amor outros de imensa dor…
Existem aqueles que nos marcam com a sua imensa alegria, mas, os que mais me cativam são aqueles de imensa tristeza… não sei, talvez por me identificar mais com a dor… com o doce ópio da melancolia… Gostava de ter o dom de “curar” tristezas, de reparar corações partidos… de colar as pecinhas da Alma em turbilhão…de ressuscitar da morte inevitável, todos os corpos apunhalados pela dor…
Há dores de perda irreparável, dores de Saudade… Mas, o que faz de nós guerreiros destas dores sem fim, é a capacidade de olhar de frente, de expor o peito às balas e combater as mazelas da vida, que por vezes é tão cruel, e com um sorriso derrotar todos os “monstros” que insistem em nos devorar a mente, a Alma e até os sentidos…
Não há pior derrota, do que deixar que a vida nos derrote…
Dedico estas palavras, a todos aqueles que sofrem de alguma maneira, seja por Amor, por perda, saudade ou mesmo pelo descontentamento da vida…
Podem não ajudar… mas, fica a intenção…
Nunca se deve desistir… a vida traz-nos as maiores surpresas quando ficamos de braços abertos para a receber… sei do que falo…

"Atrás de uma montanha, existe sempre uma maior!"


A Tristeza

Chegou um dia, instalou-se e não mais quis sair
Encorajei-a a ficar, e agora?
Mesmo sem saber, tinha de substituir a perda por algo
…então aceitei a dor, sem prazo ou dia marcado para ir embora.

Ela entranhou-se, seguiu caminho pela minha Alma fora
Apoderou-se dos sentidos
…comandou os movimentos que julguei perdidos…
Tomou de assalto a vida, que não reconheço agora

E a doce alegria de viver...
Deu lugar, à vontade de morrer…

(Lúcia Machado)



…e assim revejo os sentires de outrora, noutros sentires de agora…

16 de Nov de 2009

…Teu nome, reconhecido a cada ausência, a cada dobrar da esquina nua e crua… na voz que o vento assobia…, trás as sílabas do teu novo “eu”… misto de um cheiro raro, uma brisa que sopra o doce aconchegar no casulo… esse, protegido por um mar revolto na dor da carne… nasce um outro “eu” também… e num tempo agora distante, arrastam-se as tábuas do meu caixão, intitulado…

aqui jaz: ”um antigo eu”

…talvez inanimado pelo doce ópio da paixão…


(Lúcia Machado)

3 de Nov de 2009

Num grito... (devaneios contínuos)

…na clausura das mãos sossegam velhos e lamuriosos sussurros
Deita os olhos por terra, absorve a chuva pelos poros em efervescência crescente
… na languidez do teu corpo, fustiga com os cabelos o rosto desgastado pelo tempo
Nada é eterno. Apenas a memória que nos atraiçoa, é evidente na realidade formada pelo pensamento.
Em benevolentes contrastes, erguem-se as vozes outrora silenciadas pelo calor que queima em silencioso tormento.
Semeiam-se lágrimas por uma terra inanimada,
desvirginada e morta, pelas pisadas de imponentes transeuntes, rasgados do corpo até à alma.
De nada mais servem… as breves passadas que dás, em torno de ti mesmo.
Será que não vês, que quanto mais foges, mais o mundo se comprime e implode a tua volta?!
É no coração do tempo, que se sente o pulsar da vida… onde renascem os teus filhos, num grito e a uma só voz.

(Lúcia Machado)

23 de Out de 2009

Lamento


…não são apenas palavras, que chegam com o vento
Já nada espera os teus olhos marejados
Cristalinos, ausentes do querer terreno
Levitas agora, para além do consciente
Flutuas entre real e o irreal
Nem os pensamentos se apoderam mais de ti
...o certo e o incerto
Não fazem mais sentido
Rasgado o corpo, lamenta o cair da noite
Imóvel e rígido
Toma de assalto o ar que respira
Nem a folhas meladas pelo vento
Rasgadas pela chuva
Calam o teu lamento
Não mais tem saudades de um tempo perdido
O ser comprime-se e contorce-se
A cada nota… a cada chorar da guitarra lamuriosa
…as mãos, calejadas…
O amparo das lágrimas que regam o coração
E nem as palavras ausentes do vento
Nem as flores meladas pela chuva
Calam o silencioso tormento
…do corpo inanimado, quebrado sobre o tempo

(Lúcia Machado)




Imagem:

Exposição de Fotografia - Lúmen, de André Gomes: Núcleo I (Retirada do Googlel

9 de Out de 2009

A minha casa


A minha casa é um rodar de emoções
Nela habitam dilemas, poemas e canções
A minha casa tem paredes de leve luzir
Caiadas, a fresco orvalho da manhã
Os telhados são cobertos de folhas papel mate
Tem pinturas irreais, como o sentir da alma em desafogo
…as cortinas…
(Bem, terá cortinas ou não?)
Humm…
Tem sim!
As cortinas são feitas de… do tecido das estrelas
Tem unicórnios cor de fogo que irrompem pelo
Negro do céu.
(Jardim?)
Sim… também tem jardim com cheiro a terra molhada
Tem cães e gatos, ciosos do Sol que o beija ao amanhecer
… Existe também, um banco à entrada da varanda
e um baloiço para voar até ao limite da alma
…ainda uma fonte de peixes prateados
Um breve camaleão camuflado, que rodeia a espécie de lago
…Mais os pássaros de asas luzentes
A minha casa, tem a mãos dos poetas com coração de marfim
Olhos, que transparecem o pulsar da vida
…em minha casa, habitam todos os desejos, humores, amores…
Cada um, no espaço devidamente arrumado.
A minha casa, é de novo, paredes caiadas a um branco imaculado…

(Lúcia Machado)
Imagem: retirada do Google

7 de Out de 2009

Diário...

Caminho sem saber por onde vou
Nos braços, carrego a solidão
Por mais que me rodeiem,
Por mais, que as mãos afaguem o meu rosto…
Tenho momentos de imenso silêncio.
Sou como a chuva que cai
Mesmo rodeada de outras gotículas
Caio sempre sozinha
…procuro o meu lugar neste imenso solo que me acolhe
E mesmo que me olhe…
… não me vejo
Gosto do som que as minhas semelhantes fazem
São como folhas soltas ao vento
E nessa liberdade me encontro
Na queda livre que me espera
…sou muito mais que uma simples quimera
Essa coisa resultante da imaginação
…sou corpo, alma…
…Gota de orvalho que desliza ao encontro da tua mão.

(Lúcia Machado)

22 de Set de 2009

Silencio no teu gesto
…Nas palavras que esvoaçam coladas
ao sorriso, e na tua voz
Rodopio na valsa que o teu olhar envolve
São as mãos, o palco da tua vida…
…da minha vida também.

Abraço-te de novo…
E sempre, também, a cada breve renascer
Escrevo na areia do deserto o teu nome
Por entre os dedos
…fixo um olhar apaixonado…
Verto-me em ti rasgando a fome
Pedaço de hábitos estranhos.

Silêncios bordados em inabaláveis sentimentos
Eu sem ti, esperando o teu olhar
Tu sem mim…
Estranho pedaço do meu mundo
Nós…
… Um só, cruzando este mar
Num simples toque profundo.

(Lúcia Machado)

2 de Set de 2009



...se me chamas
Reconheço agora o meu nome
Já não é mais fome!
É vida…
É amor…
É sonhar…
É o enrolar de ti em mim
És Sol que chega de mansinho
…trazes carícias nas breves palavras de carinho
És água fresca, em dias quentes de Verão
O sabor agridoce, envolto em açucar, do fresco limão.
E nos teus braços, carregas baús de sonhos prata
Confundo-te com as cortinas do meu quarto
Assim como te confundes
…com a amena brisa da manhã
Deslizo-te pela alma
Procuro-te no infinito do teu olhar
E se te encontro…
Perco-me a mim, dentro de ti…

(Lúcia Machado)


13 de Ago de 2009

Novo silêncio

Este silêncio que procuro
Não é o silêncio das palavras
É o silêncio de mim…
Perdi-o e não sei como o encontrar
Numa qualquer esquina ele se perdeu
Cruzou-se com outro silêncio e desapareceu
Preciso do silêncio das aves,
…do mar em harmonia
E da gélida espuma branca e fria
Preciso do silêncio dos teus passos
…Do silêncio das montanhas a roçar o céu
Preciso desse silêncio de mim…
Das cascatas e dos campos em flor
Do rio que corre de mansinho, faze-lo meu
Preciso do silêncio…
…do silêncio…do silêncio…
Em mim…

(Lúcia Machado)

10 de Ago de 2009

Corpo

Corpo…estranho…refeito… estranho…corpo…
…Cifras do recanto das mãos que te percorrem
Nada mais se oculta na carne rosada do pensamento
Braços envoltos nos beijos
Pernas esguias, sedosas, formam laços
...São olhos penetrantes...

Outrora distantes
Num mundo sozinho de corações ofegantes
Espaço no contrabalanço das horas em sintonia

Ao encontro do peito fechado
Estrelas eclodem na noite fria
A Lua parideira, traz do vácuo escuro
A momentânea esperança
Desliza-te no corpo a respiração da humilde alegria
Elevo-me do fundo de ti…
Num espasmo da vida…
…Sei que renasci…
E no vento, chega a palavra, que ao de leve me embalará
Abro a janela…
Perco-me no sono dos teus olhos avelã
Antes que, em mim desperte o grito da manhã

(Lúcia Machado)

29 de Jul de 2009

Se acordo…
Vejo-te nas leves cortinas que balançam
na tua vontade imposta, pela brisa que me beija

Há sempre um piano que toca ao som do coração

Há sempre uma imagem do teu rosto reflectido

…nas minhas mãos que te aconchegam
plantam no olhar a certeza do sentir
…do sentir, de quem regressou da busca da Alma perdida
De braços abertos...
recolho as lágrimas
derramadas sobre o peito rosado

Em cada movimento
Tacteio, e das pontas dos dedos renascem
Quimeras e cifras vidradas pelos teus passos
Observo-te, e ao canto, disfarçado,
Encontro-te entre tecidos esvoaçantes

Os cabelos sedosos
Deslizam as horas em torno do teu olhar
Doce como a breve manhã de orvalho
Amargo como o delicado e altivo trovão


(Lúcia Machado)

22 de Jul de 2009

Retiro...


Quero um lugar seguro…
…Um lugar, onde não seja proibido sonhar...
Preciso de um lugar, quente e por outro lado, frio também...
Necessito de um espaço, em que a memória possa descansar
…e também um lugar louco para ela rodopiar…
Quero um lugar de finas areias brancas
De conchas abafadas pelas ondas do Mar
Preciso de palmeiras…
…de água de coco para acalmar a minha sede
Quero ainda um poeta, e um cantor lírico, para as poesias cantar
Gostava de ter também, uma esteira…
…e uma manta para me cobrir…
O conforto de uns braços para me deixar dormir…
Peço ainda, que seja um lugar isolado do Mundo
Uma Ilha de Sal…ou ainda uma praia de água doce
Preciso do canto de uma ave silenciosa
De uma cabana construída sobre uma árvore...
De uma canoa…de uma cana de pesca, para conseguir pescar…
Quero um Sol dourado e uma noite prateada, com estrelas que velam o meu sono…
Quero um unicórnio branco, que me levará a cavalgar pelo azul do céu
…um corvo que camuflará a minha presença na noite
Preciso de chuva para lavar a Alma
De um sono profundo que me leve para um qualquer lugar
Para uma hora...para um sítio que me dê alento…
...um sítio onde te encontre…
Preciso de balançar nas asas do vento…


(Lúcia Machado)

21 de Jul de 2009

Caçador(a) de Estrelas


Encontro-me, envolta nas tuas palavras que me embriagam o sentido de orientação… sinto que sou capaz de voar em direcção às estrelas, e nos teus olhos, a força necessária que preciso para as ir buscar…carrego no peito, a veloz e suave voz do tempo… ele sussurra-me os segredos de todos os deuses, sejam eles da Terra ou do Ar… num silêncio profundo, cobre-me com o manto da noite, como se eu fosse um astro perdido em vácuos de intermitentes (in)sanidades… numa corrida contra o tempo só me julga a voz, crescente no limiar do horizonte em que me perco… de repente! Dou por mim sem asas! Como é possível eu conseguir voar? Desespero! Julgo que vou cair neste mar imenso, onde me aguardam todas as vidas de um oceano em tumultuosa agonia… serei alimento para as criaturas marinhas, monstros de dentes afiados, sedentos de sangue que lhes sacia as guelras que respiram o fim da vida… não consigo voar! …num desespero que me dilacera a mente e o corpo, a velocidade atinge o seu pico… em queda livre, bato os braços, na esperança desesperante, que deles, as asas voltem a crescer… num grito agoniante o corpo dá de si… são músculos contraídos, enrijecidos, paralisados com o medo do destino que me aguarda… vejo-os a eles na superfície da pérfida água, bóiam à sua volta velhas carcaças de seres irreconhecíveis, são Cães de três cabeças, os guardiões desse inferno feito Árctico, corpo nu, envolto numa mortalha de foice na mão... sinto o cheiro da morte a chegar devagar… e nada posso fazer…entrego-me ao destino…fecho os olhos e sonho contigo…se vou morrer e servir de alimento para esses Lobos Marinhos…que seja então e apenas mais um(a) caçador(a) de Estrelas…, mas, que fez delas os olhos do Mundo entregues ao mar… dou de mim… num último desespero… bato de novo os braços...

(Lúcia Machado)

20 de Jul de 2009

Só tu me preenches...só tu me entendes...Teus olhos tão doces...que são "meus"...
Num beijo todo o amor...nos teus lábios os segredos do Mundo...
No teu abraço me perco...
...nas tuas mãos... solta-se a Alma...num suspiro profundo...



(Lúcia Machado)


[...ao meu amor, aquele que me dá força... o único e verdadeiro...]

Poema cansado

Preciso que alguém corte estas amarras…
Sinto-me cansada, desejosa pelos dias de ócio
Preciso de Luz, de Sol, de mar...
…a minha Alma clama, pela liberdade fora destas quatro paredes
Sente-se comprimida, esmagada nestes papéis de fadiga murmurante
Todo o meu ser se sente esgotado…
…acorrentado aos dias que passam devagar
Dêem-me lamurientas brisas, que decorrem ao sabor do desejo
…campos verdejantes com cheiro a jasmim
Um leito do rio onde me possa estender
Preciso das árvores, das borboletas de mil cores
De oceanos trémulos, corais de mil odores
Anseio pelas nuvens feitas de algodão
Pedaços… de sentidos abraços
Desejo de solidão
Estou cansada, os meus olhos não mais obedecem à vontade da razão
Preciso do sono reparador das amoreiras, onde me alimento
…de um beijo apaziguador…
Preciso do canto das aves, dos grilos em noites amenas…
Preciso…

(Lúcia Machado)

17 de Jul de 2009

Memórias de uma transeunte


É nesta ânsia em que vive.. que todos os pensamentos, se transformam em leves penas esvoaçantes… no espelho em que se vê… Todo o ser se reconstrói em mudanças inertes à vontade de outrora… indolente, o tempo espreguiça-se. Não mais quer saber, da verdade induzida… inserida na fórmula incoerente de um passado seco, descontrolado da mente insana…
Longe vão as noites obscuras, sobre o manto feito espinhos... aquele que abraçava a sua Alma profanada pela calada da tristeza… ignorância da vida que se fazia trevas…
Vive agora, em constante ensejo… desejo, de um novo crescer… um Sol que a aquece, até ao limiar de um horizonte agora colorido… expectante… criado ao som de um coração, que bate mais forte… vale a pena sorrir… só esta leveza, leva a insanidade… de novo, a contínua vontade de viver… de voar até onde o pensamento a levar… repousa agora… fora desse carrossel desgovernado… é mais, que um corpo cambaleante…
O Mundo se tornou rosa, azul, verde, amarelo, branco, prateado, dourado até… assim com os olhos postos… com toda a calma…vislumbra a cada dia… um novo amanhecer.



(Lúcia Machado)

14 de Jul de 2009

Fui-me perdendo

…palavras “desconexadas “
Desprovidas de ligação politicamente correcta
Junção assimétrica de uma mente (in)sana
…perdida por vales… outrora bolorentas valetas de vidas cansadas

Num grito…
Soltou-se a voz que vai sendo escassa


Conheço o seu destino
Algures, despojada da inócua razão
...Pedaço de pão
Ou alimento da alma enfeitiçada

À ternura me vou acostumando
Em sentidos pedaços
De um longínquo ser




(Lúcia Machado)

12 de Jul de 2009

Confissões...


…Não são as palavras que digo o quanto sinto…

…E como sinto…No olhar transparece o meu amor…

No sorriso a minha alegria…

Perdi-me outrora por vales de mortos e criaturas errantes

Rastejava, sob as feridas abertas do coração destroçado

A noite era o sonífero para o corpo dilacerado…

Só ela me acalmava as dores, da carne rasgada por esses lobos

…Cães enraivecidos pela clausura da alma acorrentada

Olhos estáticos, ausentes das horas de sono imploradas…

…Vidrados, cambaleantes em ruas feitas trevas, desprovidas de vida

Onde a luz é a fonte de todos os sentidos.

Cobri-me com esse manto escuro, refugiada de todas as formas de viver

Por onde olhava, só via uma réstia do que fui…

No espelho, o rosto que reflectia, não era mais o meu!

Emagrecido e assolado pela ausência…

A “fome” era suportada pelas páginas brancas da memória…

Preenchida ao longo de dolorosas horas de suplicio…

O mundo ruía a cada segundo, na mais hipócrita ironia.

Hoje…

…Sou aquela crisálida que renasceu na tua Primavera…

Lentamente, desabrocharam as asas, que outrora tinham sido arrancadas

Devo-tas...

Porque só tu acreditaste num novo ser…

E se voo por ai… devo-o a ti…



[…Ao meu Amor…Obrigada!]




(Lúcia Machado)


Amizades (de)crescentes



…Impiedosamente gargalhas o que chamas amizade

Na crueldade das palavras, camuflas a utópica dita

Não será o piedoso sentimento, envolto na descrença da humanidade?

O conceito desconceituado da mente fragilizada?

Amigos são os que se importam, que nos procuram mesmo quando nos ausentamos.

São aqueles que batem à nossa porta, insistindo, mesmo que não estejamos lá…

Batem duas, três vezes, mais até… e não esquecem…

Amizade é mais do que dizer a palavra…

…Se não se sente, não tem significado…

…É como bolo recheado, estragado, com uma bela cobertura…

Amigos há… longe e tão perto…

Amigos são, aqueles que vivem no nosso coração…

Nos procuram e dão à palavra, a verdadeira razão…



[…um brinde às verdadeiras amizades…]



(Lúcia Machado)


26 de Jun de 2009

E assim nasceu o meu nome...

Nasci das eternas lágrimas…
Não sabem, se os olhos que me choraram, eram apenas deslizes da ténue memória… sei que nasci assim...
Sou como fonte que sacia a sede dos transeuntes… a água que refresca os lábios sequiosos da poeira da tarde…
Dizes:
-Não cabe em mim, todos os átomos da tua existência…apenas um vácuo me assola na tua ausência…
Respondo-te:
-Não sei, se sou a tua criação entre o Céu e a Terra…ou se apenas, plano, entre as duas realidades…
Na volta… serei miragem neste extenso deserto em que me retira a vida aos poucos...
Aragem, que à passagem alivia a dor do peito ardente.
Não nasci das trevas!... Mas sim do ventre da minha mãe, seja ela a lágrima que rebola!
E o meu pai, a criação do coração…
Nasci eu! …Saudade, de nome próprio…
Onde me reconheço a cada despedida, em cada lágrima…
...A cada, ´"até breve" e até um "nunca mais"…
Sou aquela, em que o espírito toma maior parte que as mãos.


(Lúcia Machado)
Nota: Todas as imagens aqui colocadas,
são essencialmente retiradas do Google
ou Photobucket

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