Pressinto-te, mesmo sabendo que não estás aqui…
Presenças são, as impostas pelo nosso coração…
Ardem, como o vento fugaz…esse, que nos envolve no silêncio da noite
E gritam ao sabor de um tempo escasso e algoz…
Presenças...
Não precisam de ser físicas…basta o nosso amar…
Abraça-me nesta sintonia, embalada, ao som inaudível da tua voz…
Onde todos os sentidos são donos de mim…
Pressinto-te, mesmo sabendo-te ausente…
Mas, a tua presença chega a cada novo amanhecer…
Imposta a cada anoitecer…
Delírios são, os meus olhos cegos, por não te ver…
Mas, mesmo na cegueira que me ofusca…
Vejo-te no sol embriagado pela manhã do teu sorriso…
Pressinto-te…ainda…
Nas asas duma qualquer borboleta estonteante…
Num pirilampo, sinónimo de esperança na noite fria…
Sei-te aqui…onde os meus sonhos são possíveis…
Um lugar onde não é permitida a solidão…
E tudo o que revelo…
Todos os medos, devaneios…
São a tua presença em mim…
Porque, pressinto-te aqui, perto de mim…assim…
(Lúcia Machado)





















































