“Todas as palavras são a loucura dos Poetas, não fossem elas o próprio sangue que corre nas veias”


(Lúcia Machado)

31/10/2007

Invisível




Como o vento, que me acaricia e beija
Invisível sou…aos desígnios do amor que flameja
Sigo, em passos acelerados, alguém me ouve? …estarei surda?
Pergunto-me!!...porque tudo no mundo morre e muda?

Pudesse eu ser a Lua! Astro, reflexo da solidão
Faria da noite minha escrava, utopia, eterna paixão
Invisível não seria…aos teus doces olhos, marejados
E do mar, faria, os meus desejos em veludo guardados

Invisível…como o fogo que arde sem se ver
Mergulho, as angústias lacrimosas em baú fechado
Do crepúsculo, invento palavras à razão do meu fado

Gostava de criar para ti, as palavras que não existem
Invisíveis ao comum dos mortais…aconchegar-te, abraçar-te
Ter-te e perder-me de ti, por quem não existo… Amar-te


(Lúcia Machado)

2 comentários:

Paula Martins disse...

Olá Lucia, hoje resolvi visitar-te e encontrei um blog muito bem elaborado.Parabéns!

Os teus poemas são lindos, gostei mesmo.
Beijinhos

Paula Martins

Irina Gama disse...

Poema lindo este... como todos os outros!

meu beijinhu!

... Aqui jazem todas as angústias, os medos, a solidão, as alegrias, as tristezas...
Jazem momentos únicos, momentos irrepetíveis...
....a saudade, o acreditar....
..As lágrimas, o desespero, o renascer...
a morte...
Todos os momentos de uma vida...uns eternos, outros não...
Aqui jaz uma nova esperança... o amor...

...Tu...



(Lúcia Machado)




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