“Todas as palavras são a loucura dos Poetas, não fossem elas o próprio sangue que corre nas veias”


(Lúcia Machado)

03/06/2009

Devaneios contínuos

Cresce na insegurança da carne, os insanos desejos
Sãos, são os devaneios…
Acordes dóceis da alma fantasista
Esboços de uma vida menor, sinónimo de breves anseios

Na tela da noite, surgem os delírios ténues
Singelos como a aurora Primaveril
...Como o cheiro das primeiras flores silvestres
Ou será das lacrimejantes águas de Abril?

Corre o rio, sem destino ou rumo traçado
Feroz, veloz ao encontro dos braços desaguados
No silêncio absurdo da boca madura
Palavras soltam-se ao encontro dos enamorados

Versos travessos, trémulos olhos envergonhados
Destinos interrompidos, histórias por desvendar
Abraços apertados, corações em sobressalto
Beijos selados em olhares cifrados

(Lúcia Machado)

3 comentários:

Hélder disse...

Gostei muito amor, como sempre... :$

DarkViolet disse...

Os rabiscos movidos com o pincel faz a corrente brotar. a timidez aconchega a energia

Vieira Calado disse...

...Como o cheiro das primeiras flores silvestres
Ou será das lacrimejantes águas de Abril?

É como diz!

Bela frase!

Beijinhos daqui

... Aqui jazem todas as angústias, os medos, a solidão, as alegrias, as tristezas...
Jazem momentos únicos, momentos irrepetíveis...
....a saudade, o acreditar....
..As lágrimas, o desespero, o renascer...
a morte...
Todos os momentos de uma vida...uns eternos, outros não...
Aqui jaz uma nova esperança... o amor...

...Tu...



(Lúcia Machado)




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