“Todas as palavras são a loucura dos Poetas, não fossem elas o próprio sangue que corre nas veias”


(Lúcia Machado)

07/10/2009

Diário...

Caminho sem saber por onde vou
Nos braços, carrego a solidão
Por mais que me rodeiem,
Por mais, que as mãos afaguem o meu rosto…
Tenho momentos de imenso silêncio.
Sou como a chuva que cai
Mesmo rodeada de outras gotículas
Caio sempre sozinha
…procuro o meu lugar neste imenso solo que me acolhe
E mesmo que me olhe…
… não me vejo
Gosto do som que as minhas semelhantes fazem
São como folhas soltas ao vento
E nessa liberdade me encontro
Na queda livre que me espera
…sou muito mais que uma simples quimera
Essa coisa resultante da imaginação
…sou corpo, alma…
…Gota de orvalho que desliza ao encontro da tua mão.





(Lúcia Machado)

3 comentários:

Hélder disse...

Gostei amor, como sempre :-)

Amo-te muito!!!

ZezinhoMota disse...

Lúcia Machado!

Belo poema; belas mudanças. Enfim, está tudo revigorado e fantástico!

Parabéns!

Beijos do amigo (mesmo com a ausência, não me esqueço de ti)

ZezinhoMota


"Viajar em Portugal - http://ominho-zezinhomota.blogspot.com/"

DarkViolet disse...

A solidão tem muitos contornos, muitos deles conseguem aproximar a glória ao anoitecer dos desejos

... Aqui jazem todas as angústias, os medos, a solidão, as alegrias, as tristezas...
Jazem momentos únicos, momentos irrepetíveis...
....a saudade, o acreditar....
..As lágrimas, o desespero, o renascer...
a morte...
Todos os momentos de uma vida...uns eternos, outros não...
Aqui jaz uma nova esperança... o amor...

...Tu...



(Lúcia Machado)




Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução, cedência, difusão, distribuição, armazenagem ou modificação, total ou parcial, por qualquer forma ou meio electrónico, mecânico ou fotográfico destes textos sem o consentimento prévio e expresso do autor. Exceptuam-se a esta interdição os usos livres autorizados pela legislação aplicável, nomeadamente, o direito de citação, desde que claramente identificada a autoria e a origem.