30/09/2010

Moves-te...




Moves-te por entre as sombras
Assim, como um lobo camuflado se move
Por entre as densas planícies
Trazes no olhar o brilho que te absorve a fome
No dorso carregas a liberdade selvagem
Se estivesses comigo agora
Serias o pirilampo que ilumina a noite
E nas asas, trarias as gotas do orvalhar nocturno
Não mais quererias descansar, nessa toca ébria e com cheiro a mofo
Virias com o teu corpo magro, alimentar-te na minha mão
E darias lugar, a um sem fim de uivos saciados
Moves-te por entre as sombras
Porque és um animal “sagrado”
Idolatras a tua própria liberdade
E do selvagem, te tornas dócil e afável
...no cruzar dos nossos olhares.




(Lúcia Machado)

2 comentários:

  1. Querida amiga Lúcia, já não te lia há imenso tempo.
    Mas, por este poema, vejo que continuas em forma.
    Porque é apenas excelente.
    Gostei imenso, como é óbvio.
    Um beijo.

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  2. Atiras palavras ao vento...
    Deixas que elas voem nas asas desse coração e depois o resultado é este...um poema lindissimo.

    Bjo
    Fatima

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