Hoje sou, uma pequenina e fugaz partícula do tempo
E como gosto de ser levada pelo vento
Viajo até na cauda de uma gaivota
Ela leva-me, por cima desse imenso mar da cor do céu
E no contrabalanço do Sol agarro-me às estrelas
E de que preciso mais, para ver a noite pelos teus olhos?
Basta-me ser a partícula que se aloja no teu olhar
Trazer no bolso umas asas suplentes e voar.
Hoje sou partícula do tempo,
…amanhã borboleta com asas finas de cetim
Voarei por entre nuvens rosadas ou mesmo por cima das águas geladas
Serei livre na forma de planar por entre a ténue linha do pensamento
Serei flamingo, águia, garça-real, ou corvo até!
Mas beberei a liberdade do vento
(Lúcia Machado)
04/08/2010
Pensamentos Loucos!!!
Vazio vai o pensamento
Tudo pesa, e nada flutua
Um enorme cansaço apodera-se do corpo
Vai morto de tédio
E apenas anseia o deleite da cama macia
Pesa o ar que respira
Flutua o corpo que pende no limiar da sanidade
Uma borboleta,
Duas cotovias,
Três cigarras
…cigarros?
…catarros?
…carros?
Está louco!
Já não sabe!
Tal é o peso dos olhos a querer fechar.
Venha a carroça!
Levem o dito morto daqui.
Deixem-no perto de um riacho
Lá longe onde correm as águas cristalinas
Deixem-no morrer ao som dos pássaros de asas azuis
Cubram-no com o manto das estrelas.
(Lúcia Machado)
Tudo pesa, e nada flutua
Um enorme cansaço apodera-se do corpo
Vai morto de tédio
E apenas anseia o deleite da cama macia
Pesa o ar que respira
Flutua o corpo que pende no limiar da sanidade
Uma borboleta,
Duas cotovias,
Três cigarras
…cigarros?
…catarros?
…carros?
Está louco!
Já não sabe!
Tal é o peso dos olhos a querer fechar.
Venha a carroça!
Levem o dito morto daqui.
Deixem-no perto de um riacho
Lá longe onde correm as águas cristalinas
Deixem-no morrer ao som dos pássaros de asas azuis
Cubram-no com o manto das estrelas.
(Lúcia Machado)
Pensamentos Soltos XXIII
dois olhos uma boca, um coração uma espada. Uma lágrima que corre peito abaixo, lavando o pó do corpo cansado. no lugar dos braços, apenas cansaços, e um olhar que deixa lugar à solidão do pensamento. das pernas nascem andarilhos que retrocedem o andar. Um corpo dá à costa embrulhado na espuma do mar. os cabelos são algas, e dentro deles habitam todos os segredos do mundo. no fundo do olhar, crescem rios de sólida lembrança, uma criança sete gatos e um pombo correio. leva notícias deste céu imenso que pernoita na sua voz. veloz sai ao encontro do mendigo que dorme naquela estrada. e da estrada faz a cama onde se deita e deita-se sobre a folhagem esmagada. Esmagada sai a esperança de um sorriso de uma criança. criança que foi e não volta. na volta nunca nasceu verdadeiramente?! será gente?
(Lúcia Machado)