Falas-me desse tempo
Das viagens suicidas ao encontro das palavras
Do ressoar da tinta marinada e na fusão do papel a quente
Contas uma, duas, três vezes, as saudades da alvorada
…falas da estrada que pisaste, das sandálias gastas e ainda
Do cabelo solto ao vento
E ainda assim deixas tantas coisas por dizer.
A tinta que escorre é o sangue que te corre nas veias
…o papel é a pele que cobre o teu peito
e o coração, é o catalisador para a eclosão dos fantasmas que te velam
Um dia, amarraste a perdição com as fiadas do teu cabelo
E ficaste com o abraço de outros braços
Um dia, saíste em busca da luz que outrora te seguia
(Lúcia Machado)
Belas as tuas palavras. Não é preciso dizer muito para dizer tudo.
ResponderEliminarBom resto de semana
Bjo
Fatima