12/05/2010

Pensamentos Soltos XVI

Um dia saltei para dentro de umas botas…
Elas era tão grandes, que quase me afoguei na sua profundidade!
Um dia escalei as montanhas do teu olhar e vislumbrei o nascer da vida!
Encontrei-te num labirinto, assim um bocado amorfo…
Disseste-me que os rios ainda corriam em direcção ao mar, e que as andorinhas ainda regressavam a cada Primavera.
E eu, não quis crer!
Disseste-me ainda, que o mesmo Sol ainda se levantava todos os dias, e que a noite chegava sem pressa, dando lugar ao astro cansado.
…Que as estrelas, ainda faziam companhia à Lua que se encontrava sempre abandonada, e que o manto escuro da ausência do dia, era a capa que cobria o seu corpo gelado.
Contaste-me também, que todos os animais e árvores ainda eram o equilíbrio da Terra, que os bisontes ainda corriam livres pelas florestas desvirginadas, e que não eram mais uilizados nas arenas, para o combate mortal entre eles e os gladiadores.
Um dia, caí dentro daquelas botas…
…encontrei-te entre encruzilhar do meu pensamento.
Disseste-me…
Que a vida ainda é bela, e que todos os dias são sinónimo do renascer.
Falaste-me ainda, daqueles dias com cheiro a bolachas de limão, do café com broa…
E ainda do cheiro dos cabelos da minha mãe e do seu rosto doce e sempre macio…
…e ainda do seu abraço que me fazia sonhar…
Um dia, lembraste-me que o meu mundo, são as lembranças e também o futuro ao teu lado.
Voltei a sonhar…

(Lúcia Machado)

3 comentários:

  1. És realmente uma doce poetisa... Só alguém com muita sensibilidade consegue sentir e escrever assim.

    GBjo
    Fatima

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  2. é sempre maravilhoso voltar aqui ao teu sítio...
    parabéns continuas excelente.
    bjks.

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  3. Gostei :)
    Realmente, faço minhas as palavras da Fátima.

    Boa semana aí por terras lusas. :)
    Bruno

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