E o caos deu lugar ao silêncio,
Um silêncio ensurdecedor,
Penetrante até ao limite da Alma…
Lamentos e vozes que soluçam a dores para além da carne
Não são mais, as simples lágrimas salgadas que escorrem pelas faces empoeiradas
É o sangue esventrado pelo horror que dilacera os corpos cansados
Não mais existem os cantos dos pássaros, nem mesmo o cheiro de brisa que anuncia a Primavera!
Apenas um rasto de destruição e o choro das árvores caídas à sua passagem
Correm rios de lama, que levam até ao mar as lágrimas incessantes das mães, maridos, pais e avós…
Até vizinhos…
E um dia após o outro, levantarão dos escombros a coragem de uma gente guerreira
E de novo as flores voltarão a desabrochar, e os rios voltarão ao seu lugar.
(Lúcia Machado)
22/02/2010
17/02/2010
Pensamentos soltos IX
Não sei se todos os ventos a acolhem
Ou se todos os mares a embalam
Sei que aguarda a sua chegada
A cada brisa, eclode a sua ausência
É a ausência de si, que a comprime
Desde a alma até à profunda escuridão
Anseia ver essa janela através da noite
Essa, que a leva para além da utópica miragem
…continua aqui…
No ténue fio dos sentidos
Sentada no chão, tendo por companhia
Todas as estrelas e todos os sonhos
À sua volta tudo parece ser tão claro
Mesmo que a noite a cegue
Apenas o embalo a faz adormecer
Cura-a deste sono pesado que carrega
Onde as pálpebras teimam em fechar
E o desassossego teima em não deixar
(Lúcia Machado)
Ou se todos os mares a embalam
Sei que aguarda a sua chegada
A cada brisa, eclode a sua ausência
É a ausência de si, que a comprime
Desde a alma até à profunda escuridão
Anseia ver essa janela através da noite
Essa, que a leva para além da utópica miragem
…continua aqui…
No ténue fio dos sentidos
Sentada no chão, tendo por companhia
Todas as estrelas e todos os sonhos
À sua volta tudo parece ser tão claro
Mesmo que a noite a cegue
Apenas o embalo a faz adormecer
Cura-a deste sono pesado que carrega
Onde as pálpebras teimam em fechar
E o desassossego teima em não deixar
(Lúcia Machado)