16/11/2009

…Teu nome, reconhecido a cada ausência, a cada dobrar da esquina nua e crua… na voz que o vento assobia…, trás as sílabas do teu novo “eu”… misto de um cheiro raro, uma brisa que sopra o doce aconchegar no casulo… esse, protegido por um mar revolto na dor da carne… nasce um outro “eu” também… e num tempo agora distante, arrastam-se as tábuas do meu caixão, intitulado…

aqui jaz: ”um antigo eu”

…talvez inanimado pelo doce ópio da paixão…


(Lúcia Machado)

1 comentário:

  1. Como tudo o que tenho lido por aqui...um meditar curioso, na palavra grande que certamente é o teu "EU".

    Bjo
    Fatima

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