Já nada espera os teus olhos marejados
Cristalinos, ausentes do querer terreno
Levitas agora, para além do consciente
Flutuas entre real e o irreal
Nem os pensamentos se apoderam mais de ti
...o certo e o incerto
Não fazem mais sentido
Rasgado o corpo, lamenta o cair da noite
Imóvel e rígido
Toma de assalto o ar que respira
Nem a folhas meladas pelo vento
Rasgadas pela chuva
Calam o teu lamento
Não mais tem saudades de um tempo perdido
O ser comprime-se e contorce-se
A cada nota… a cada chorar da guitarra lamuriosa
…as mãos, calejadas…
O amparo das lágrimas que regam o coração
E nem as palavras ausentes do vento
Nem as flores meladas pela chuva
Calam o silencioso tormento
…do corpo inanimado, quebrado sobre o tempo
(Lúcia Machado)
"Nem as folhas meladas pelo vento
ResponderEliminarRasgadas pela chuva
Calam o teu lamento"
Querida amiga Lúcia, achei o teu poema sublime.
Bom fim de semana, beijos.
Gostei muito amor, para variar :P
ResponderEliminarAmo-te tanto :$
Que os teus lamentos sejam de momentos sublimes como as palavras que aqui deixas-te.
ResponderEliminarAs tuas palavras...são um doce alento para continuar a ler-te.
Parabéns!
Bjo
Fatima
Lúcia.
ResponderEliminarMais um momento digno de ti, que tão bem escreves.
Mais um momento que te leio e que ficará no tempo.
Num belo registo!
O meu grande apreço por ti, é e será um sentimento de grande beleza...
A minha Amizade por alguém que me habituou admirá-la e respeitá-la...
Espero ainda viver para te poder homenagear como grande Escritora!
Porque poetisa já o és!
Um feliz fim de semana.
Bjnhs do teu amigo ZezinhoMota
Querida amiga, passei para te desejar um óptimo fim de semana.
ResponderEliminarBeijos.