14/07/2009

Fui-me perdendo

…palavras “desconexadas “
Desprovidas de ligação politicamente correcta
Junção assimétrica de uma mente (in)sana
…perdida por vales… outrora bolorentas valetas de vidas cansadas

Num grito…
Soltou-se a voz que vai sendo escassa


Conheço o seu destino
Algures, despojada da inócua razão
...Pedaço de pão
Ou alimento da alma enfeitiçada

À ternura me vou acostumando
Em sentidos pedaços
De um longínquo ser




(Lúcia Machado)

3 comentários:

  1. Como já te disse por várias vezes te ler é fascinante ....o poema de hoje arrepia ;)

    Jocas grandes

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  2. Os vales deixam passar o vento num corredor aberto ao tempo por isso as folhas brotam lá em várias tonalidades, acolhendo sempre o feitiço contínuo de labirintos, uns mais fáceis de serem resolvidos outros não

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  3. Excelente poema querida amiga.
    Vejo-o como um grito, um preliminar para a libertação de uma opressão.
    Parabéns, gostei muito deste teu bem elaborado poema.
    Boa semana, beijo.

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