26/06/2009

E assim nasceu o meu nome...

Nasci das eternas lágrimas…
Não sabem, se os olhos que me choraram, eram apenas deslizes da ténue memória… sei que nasci assim...
Sou como fonte que sacia a sede dos transeuntes… a água que refresca os lábios sequiosos da poeira da tarde…
Dizes:
-Não cabe em mim, todos os átomos da tua existência…apenas um vácuo me assola na tua ausência…
Respondo-te:
-Não sei, se sou a tua criação entre o Céu e a Terra…ou se apenas, plano, entre as duas realidades…
Na volta… serei miragem neste extenso deserto em que me retira a vida aos poucos...
Aragem, que à passagem alivia a dor do peito ardente.
Não nasci das trevas!... Mas sim do ventre da minha mãe, seja ela a lágrima que rebola!
E o meu pai, a criação do coração…
Nasci eu! …Saudade, de nome próprio…
Onde me reconheço a cada despedida, em cada lágrima…
...A cada, ´"até breve" e até um "nunca mais"…
Sou aquela, em que o espírito toma maior parte que as mãos.


(Lúcia Machado)

10 comentários:

  1. "Sou aquela, em que o espírito toma maior parte que as mãos".

    E o seu texto reflecte precisamente isso:

    espiritualidade!

    Beijinho e bom fim de semana

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  2. Isso de puder nascer das trevas até puderia ter algum brilho:)A lagrima enquanto provocar corrente pode ser um mar de desejos com o poder da criação a escutar-se

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  3. Não faço ideia nenhuma se o teu texto é auto-biográfico ou não.
    De qualquer modo, gostei muito das tuas palavras querida amiga.
    "... serei miragem neste extenso deserto em que me retira a vida aos poucos... Aragem, que à passagem alivia a dor do peito ardente."
    Belas palavras, poéticas...
    Boa semana, beijo.

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  4. Gostei das palavras, fazem sentido mais uma vez.
    abraço
    Cristina Fernandes

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  5. Lindo !!!!!

    Sempre que por aqui passo não tenho vontade de sair ... a sua forma de escrever é magnifica ....


    Beijocas

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  6. Nem sei, fico sempre "encantado" com toda a tua escrita e assim me deixo ficar num canto de penumbra escutando uma calma melodia.
    Parabéns está fabuloso.

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  7. Haverá?! Há sempre uma deusa perdida
    Nos labirintos da contradição
    Há sempre alguém que usa a palavra amor
    Soprando doce veneno ao coração
    Há sempre alguém que nos diz coisas tontas
    Há sempre alguém que afugenta a Saudade
    Há sempre alguém que nos marca a ferro frio
    Há sempre uma alma ausente da verdade

    Boa semana


    Doce beijo

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  8. Querida amiga, passei e reli.
    E voltei a gostar.
    Beijo.

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  9. Lúcia.

    Escreves sempre um texto na tua linda poesia muito completo.

    Como quem diz, com conteúdo.

    Bom fim de semana.

    Bjnhs

    ZezinhoMota

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  10. Como é impressionante esta saudade que sempre fica... *

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Obrigada pela visita :-)