19/09/2008

Memória esquecida

Por vezes, dou por mim distraída

E o teu nome regressa como,

Surto de luz na escuridão…

E na longitude da noite fria

É ele que me aquece da sofreguidão

Da ânsia de te abraçar…


Caio por vezes, no esquecimento

Das garças-reais em voo de rapina

Que fazem do meu coração, o alimento

Que para sempre te irá amar


Não sei se sou essa, a ave que voa loucamente

Ou dama em louca perseguição,

Do céu incontido em explosões sussurrantes

Ou em luares de eterno cegar da saudade


Quero fazer desta inquietude do sentir

A brisa que me move, em torno do teu perfume

Onde nos olhos que fecho

Me resta o teu rosto, na ponta dos dedos


Não me alcança o tempo de te esquecer

Em ti, vive a minha razão de viver



(Lúcia Machado)

5 comentários:

  1. Lindo poema. Ambas cantamos o amor por isso deixo um convite:

    HOJE E AMANHÃ

    Voltarei com mais tempo para te ler.

    Bjs.

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  2. Imensa é a beleza do teu sentir...


    Doce beijo

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  3. O poema canta o sentimento e o teu está aqui, mesmo que sofredor por Amor...

    Voamos pelos Céus da fantasia
    mas deveria ser de alegria...

    Queria ser um Deus
    para que te pudesse
    implantar no teu peito
    uma linda flor!

    Flor que estivesse encantada
    e se transformasse na tua felicidade...

    Na forma do amor....

    Um beijo minha querida amiga!

    Fica bem...

    ZezinhoMota

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  4. Quando se ama faz-se sempre da inquitude da saudade a razão de viver...muito bonito!

    Beijo doce

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  5. "Não me alcança o tempo de te esquecer"

    É tão dificil esquecer!!

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