12/09/2008

Caminho

Caminho numa estrada oblíqua
Onde a tua presença é o equilíbrio
Os passos são lentos…Os pés acorrentados…
Com as correntes que me prendem a ti…

Caminho ao sabor da brisa
Que me afaga o rosto…
E seca as lágrimas do coração exposto...
...De um corpo cansado na penumbra do amanhecer

Um céu que me cobre…
Um tempo que não diz nada!
E enquanto o olhar, devora esta rua que me morde…
Bebo o licor do cego sofrimento, por não estares aqui

Fazes da noite um silêncio
Que respira a minha saudade
E das estrelas a luz, que apaga a solidão em mim


(Lúcia Machado)

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