15/11/2007

Dói..como dói!


Dói…como dói!
E não sei como anestesiar!
Mudem as compressas ao pobre coração
Que se esvai em sangue…
A ferros, tirem esta dor que sodomiza
Façam do corpo ânfora, em barro moldado…

Da alma que se foi…ficou o rasgo da carne!
Cicatriz, ferida aberta…
Lágrimas, transformadas em soro
Alimento…sustento
Ah! Abutres!!
Aves de rapina…
Saciem a fome!
Esta carne, já não é minha!


(Lúcia Machado)

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