13/11/2007

Delírio de uma alma carente


Frio…sinto frio!!
Um frio que me gela a alma…
Fechem as portas, as janelas!
…Esse vento que me assola de onde vem?

Frio…sinto frio!!
Estarei doente?!
Ou será apenas o corpo cansado, dolente?
As pernas, não obedecem!
A alma que desfalece…

E entra pela janela a luz, sempre de noite!
Deliro!!
O frio, o vazio que persiste…
Tragam mais cobertores!
Que me sinto morrer!!

Não ouvem?!
Só, sinto-me só…
Mesmo rodeada, de quem me quer bem…
A solidão, o frio a minha cama…
Frio, sinto frio…aqueçam a minha alma

(Lúcia Machado)

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