31/10/2007

Invisível




Como o vento, que me acaricia e beija
Invisível sou…aos desígnios do amor que flameja
Sigo, em passos acelerados, alguém me ouve? …estarei surda?
Pergunto-me!!...porque tudo no mundo morre e muda?

Pudesse eu ser a Lua! Astro, reflexo da solidão
Faria da noite minha escrava, utopia, eterna paixão
Invisível não seria…aos teus doces olhos, marejados
E do mar, faria, os meus desejos em veludo guardados

Invisível…como o fogo que arde sem se ver
Mergulho, as angústias lacrimosas em baú fechado
Do crepúsculo, invento palavras à razão do meu fado

Gostava de criar para ti, as palavras que não existem
Invisíveis ao comum dos mortais…aconchegar-te, abraçar-te
Ter-te e perder-me de ti, por quem não existo… Amar-te


(Lúcia Machado)

2 comentários:

  1. Olá Lucia, hoje resolvi visitar-te e encontrei um blog muito bem elaborado.Parabéns!

    Os teus poemas são lindos, gostei mesmo.
    Beijinhos

    Paula Martins

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  2. Poema lindo este... como todos os outros!

    meu beijinhu!

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Obrigada pela visita :-)